De bem com a Vida

Thoughts, stories and ideas.

Helena, Klaus e Dexter - nossa história de amor!

Oi Oi!
Eu sempre quis escrever um post sobre isso. Eu sempre tento fazer as pessoas amarem gatos e muitas delas não se convencem. :( Que pena, pois com certeza absoluta, tu teria um amigo pra vida toda.
Esqueçam aquela parte onde falam que o gato é malvado, que o gato só pensa em si e só te dá carinho quando quer.
Primeiro: não é verdade e o Klaus e o Dexter estão aí pra provar isso. Meus amigos, que frequentam a minha casa, bem sabem... ele são super sociáveis e carinhosos.
Segundo: se você realmente acha isso, no que se difere de você então? O gato é mais parecido conosco do que a gente imagina. Existem pessoas sociáveis e pessoas que não são nem um pouco sociais! E com os gatos não é diferente. Tenha sempre em mente que ele gosta de carinho, às vezes.
Minha história com gatos sempre foi de amor. Eu sempre amei gatos e nunca pude ter um enquanto morava com meus pais, sempre tivemos cachorros (e eu tb amo!). Eu tinha uma amiga na faculdade que tinha vários gatos em casa, me apaixonei por uma pretinha que ela tinha e era muito mimosa.
Minha vontade de ter um gato era tanta que eu acabei tatuando um gato preto nas minhas costas (claro, hoje ela não é tão bonita quanto parecia, precisa ser refeita, mas isso é com o tempo e não me arrependo nem um pouco de ter feito!).
Quando eu e o Fernando fomos morar juntos, eu queria muito um bichinho pra me fazer companhia. Ele não queria de jeito nenhum, principalmente porque não gostava de gatos. Eu incomodei tanto, mas tanto, que até ele se convenceu de que seria uma boa ter um gato e não um cachorro.
Comecei a procurar gatos para adoção (sou completamente contra a venda desses animais, mas isso é uma opinião minha e cada um no seu quadrado). Eis que então surgiu a opção de adotar uma gatinha que ainda não havia nascido, mas que estava quase lá. Eu esperei ela com tanto amor e carinho que foi impossível não se apaixonar por aquela gata branca que mais parecia um ratinho. Daí surgiu a minha Helena, chamada por todos carinhosamente de Heleninha.
Eu sou APAIXONADA por esse nome. Branquinha dos olhos azuis, uma lady quando pequena. Uma monstrinha quando cresceu. Castramos a Heleninha, sempre cuidados com todo amor e carinho e o Fernando se apaixonou por ela também.
A Helena era uma gata muito brava, temperamental e desobediente. Nós não conseguíamos fazer ela parar de atacar as pessoas. Ela era hostil por natureza mesmo. Ela arranhava muito, mordia e era desaforada. Enfrentava a gente e quando era xingada pelas artes que fazia, ela se voltava contra a gente e tentava morder. Ficar 5 minutos com a mão nela pra fazer carinho era muito. Ela conseguia ser bem malvada.
Mas ao mesmo tempo ela era o nosso amor. O nosso bebê, nossa filha. E eu jamais abandonaria um filho só por ele ser diferente ou não ser tão amoroso quanto nós gostaríamos que fosse.
Aprendemos a lidar com a Helena e ela aprendeu a lidar conosco. Viramos amigos (apesar de que ela amava o Fernando e não chegava muito perto de mim). A minha tristeza por ela gostar mais dele do que de mim era avassaladora e me fazia sofrer. Mas enfim. Nossa, posso ficar horas contando histórias na Helena aqui. Ela era muito engraçada e mimosa quando queria.
Até que um belo dia eu cheguei e não encontrei ela em cima do roupeiro (lugar preferido dela). Comecei a procurar e me dei conta de que ela havia caído da janela. A dor no meu coração e o pavor de saber que ela estava na rua tomou conta de mim. Fiz o Fernando sair do trabalho às 15 e me ajudar a procurar. Foi um martírio e eu só chorava. Um vizinho achou ela dentro do bloco dele, mesmo condomínio. Ela tentou voltar pra casa e confundiu as bolas. Quando eu entrei e chamei por ela, ela veio correndo e parecia cena de filme pulou no meu abraço! Ela estava bem machucada, com o focinho sangrando e quando segurava perto da coluna ela chorava. Ali eu vi que a minha Heleninha me amava da mesma maneira que eu a amava. Era recíproco e ela me pedia socorro. Não foi pro colo do Fernando, só queria ficar comigo.
Saímos do bloco direto pro carro e levamos ela pro veterinário. Ele afirmou que com certeza alguém havia chutado a coluna dela, pois estava machucada. Fizemos os exames e eles ficariam prontos na quarta-feira (isso era uma sexta). Resultado: Helena ficou com uma lesão na medula e morreu na sexta-feira seguinte, de madrugada, na nossa cama.
Eu experimentei muitos dias tristes na minha vida. A morte da família, a morte de uma das minhas melhores amigas, e tinha chegado a hora de experimentar a dor da perda de alguém que se tornou tão importante nas nossas vidas, nossa Heleninha, nossa filha felina.
A caixa de areia, ração e os brinquedos dela, ficaram lá até segunda-feira. Não conseguíamos tocar em nada e eu só conseguia chorar. Eu e o Fernando passamos o sábado jogados no sofá, chorando e olhando as coisas dela. Ele queria arrumar tudo e eu não deixava. Não sabia o que fazer pra consolar o meu sofrimento.
O Fernando decidiu que não teríamos mais nenhum gato até o primeiro filho nascer hahaha Eu não queria esperar tanto. Eu tinha muito amor pra dar e ninguém pra receber.
Na segunda-feira, encontrei um anúncio de adoção de dois gatos machos, irmãos, que ainda não haviam sido adotados porque ninguém queria ficar com os dois, eles eram muito apegados e já estavam com 3 meses.
Quando eu vi a cara manchada de um e o olhar do outro, foi amor a primeira vista. Eu não poderia existir em um mundo onde eles não fossem meus. Mostrei pro Fernando e ele achou lindo, mas não queria mais. Disse que íamos sofrer de novo e que dois nem pensar. Que a Helena já fazia uma baita bagunça, imagina dois.
Eu não consegui dormir aquela noite! hahaha Quando eu quero uma coisa, ela vai ser minha. Eu sou assim. Pode demorar o tempo que for, mas vai ser minha. Mas eles não tinham tempo!!!!!
Acordei o Fernando às 7h da manhã na terça e disse: Eu sei que tu não quer, mas eu preciso deles. Por favor, me deixa ficar com eles! (igual criança mesmo) Eu ganho o Fernando no cansaço! Ele gritou tão alto que eu me assustei! - Pega esses gatos de uma vez então! Mas tu que vai cuidar e eu não quero saber deles!
Pra quem eu liguei na hora? ANITA! Ela tava se arrumando pro trabalho. E eu dei o endereço da pet pra ela e era MUITO perto do trabalho dela. Perguntei se ela podia buscar eles comigo e me dar uma carona até em casa, já que o Fernando não ia buscar comigo. É óbvio que ela foi.
Buscamos eles às 20h e levamos direto pra casa. Chegamos em casa e o Fernando estava tomando banho. Eles eram tão amados e curiosos que já saíram xeretando tudo! Lindos e amados. Não tinham nomes, eram apenas "os bebês", como eu chamo até hoje.
Quando o Fernando chegou na sala falando, eles tomaram um susto que ficaram paralisados olhando. O Fernando começou a rir e sentou no chão, chamando os gatinhos. Eles começaram a brincar e todo mundo entrou na onda. Pronto: A Anita virou a dinda dos meus bebês.
Na hora de decidir os nomes, ela também participou. Queríamos nomes de vilões. Pensamos em Darth e Vader. Fernando achou difícil pra Bibi, nossa afilhada falar (ela ainda era pequenina). Ele deu a ideia de BISCOITO E NABISCO, LAJOTA E CALOTA e mais uns que eu não lembro, mas que eram igualmente horríveis hahaha Pensamos então nos vilões de seriado: Dexter e Klaus. Vilões malvados mas que nós amávamos.
Eles ganharam nomes assim porque esperávamos dois gatos monstrinhos iguais a Heleninha. Eles parecem dois bobalhões de tão dóceis que são.
Personalidades completamente diferentes e cada um escolheu o seu "dono".
Klaus é o meu Lord, amado, contido, elegante, carinhoso e desesperado por crocs. Adora um carinho e que cocem o rabo dele! Ama a escova de pentear e a característica mais marcante é que AMA LAMBER AS PESSOAS. Ele busca a bolinha de papel e traz pra gente jogar de volta.
Dexter é o maloqueiro do Fernando. Arteiro, só faz arte, vive em cima do chuveiro, come os fios, escala o Fê e pede carinho em cima do ombro. Tá sempre morto de fome e fazendo alguma arte. Quase derruba a tv, vira o pote da água e da comida, se pendurava no cano do ar condicionado e vive agarrado na tela da janela. Ele é muito carinhoso, vai no colo de todo mundo, adora uma festa e brinca o tempo todo sem parar. Ele também busca a bolinha de papel e não devolve, foge com ela.

Várias pessoas mudaram de ideia sobre os gatos depois de conhecerem os meus: Tia Sthe, por exemplo, passou a adorar os bichanos... mas só os meus bebês eu acho haha
Enfim, eles contrariaram tudo que eu imaginava ser um gato. Eles são realmente amorosos e carinhosos. Nossa vida é cheira de alegria por causa deles. E eu sempre digo, é impossível sair da minha casa sem se apaixonar por eles. Até aqueles que não gostam de gatos se apaixonam.
Eles são os meus amores e - desculpa família e amigos - são o que eu mais sinto falta. Queria os meus bebês aqui perto de mim. Enfim, a volta pra casa tá quase aí e eles tão sempre bem cuidados pela ainda Anita, que nunca falha. Obrigada por cuidar muito bem deles Anita, tenho certeza que eles também te amam muito.
Espero que tenham gostado do post e desculpem-me por ter sido tão longo. Quando fico longe fico muito sentimental.
Fotinhos pra ilustrar o post :)
Heleninha bebê

Klaus e Dexter
Tia Sthe não gostava de gatos e se apaixonou por eles! 
Modelando pro Refúgio Hotel Pet, onde eles ficam quando a dinda Anita não pode cuidar :)
Não foi ensaiada! Eles realmente dormem assim! -

Beijos :*

Mari Day