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Quando chega a hora de dizer adeus - e a gente mora longe

Há poucos dias, tivemos uma das notícias mais tristes da vida, a nossa primeira experiência de dizer adeus à alguém muito importante na nossa família. O avô da minha Beatrice. O pai do Fernando faleceu na última semana em Ijuí, no interior do Rio Grande do Sul.

Nós nunca tínhamos pensado em como retratar isso pra Beatrice. Em nossas cabeças seria algo que estaríamos preparados pra explicar, porque pensávamos que ela seria mais velha.

Mas ela é um praticamente um bebê ainda e nós simplesmente nunca estaremos preparados pra isso, ainda mais aqui de tão longe.

É muito difícil lidar com isso. Com a emoção, com a frustração de não conseguirmos chegar a tempo de nos despedirmos. Como lidar com a dor e a angústia, com o choro entalado e o luto dolorido e ainda ter que distrair, entreter e cuidar de uma criança pequena que depende exclusivamente da gente?

Quando eu sentei no sofá, o Fe se despediu de mim e foi para o aeroporto, embarcar para o Brasil as pressas pra estar com o restante da família, eu chorei. Chorei tanto que não conseguia abrir os olhos de tantas lágrimas.

Dor de desespero por ter que deixá-lo sozinho em um momento como esse. Dor por não poder estar lá para ajudar em qualquer coisa. Dor por não poder estar com a minha sogra, que é muito mais que uma amiga pra mim. Dor por perder alguém que eu admirava demais e que eu respeitava muito. Por toda sua vida, toda sua história.

Meu sogro já tinha uma idade avançada, nós sempre nos questionávamos sobre como seria quando um dia acontecesse. Eu sempre disse pra minha sogra: calma. Nós estamos com 32 horas de distância. Nós chegaremos. Mas a verdade é que nós nunca estamos preparados. Porque a morte muitas vezes vem silenciosa e sem avisar.

É uma dor que nos dilacera por dentro, principalmente porque nós conseguimos enxergar todo o caos que vem com ela, mas não podemos fazer nada para ajudar ou amenizar a dor estando longe. É muito difícil e eu não desejo isso pra ninguém. Mas muitas vezes é inevitável.

Depois de muito pensar aqui, concluí que não é difícil manter as memórias. Afinal de contas "não se morre quando se deixa vivo o seu olhar dentro de nós", já dizia o Duca da Cidadão Quem (uma banda gaúcha que eu e meu marido adoramos).

O Waldemar era um homem incrível, honesto, decente. Extremamente lúcido, com tantas histórias para contar e nós nunca vamos deixar de contá-las. Nunca. Eu me lembro de todas as coisas que ele já me contou, a história da vida dele, as nossas próprias histórias. E a Beatrice vai contá-las como se tivesse vivido junto, porque ela sempre vai saber desse vovô que a amava muito.

"É a cara do Fernando. É uma Witzke!". Vai em paz Waldemar Witzke, meu sogro querido, que Deus te receba de braços abertos. Nós te amamos e vamos sentir muitas saudades. Até um dia!

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